sábado, 25 de abril de 2009

O louco, o destino e o Sol

O louco

Enquanto a sua jovem e inocente esposa cuidava carinhosamente do bebê recém nascido em seu berço, ele preferia ficar no seu computador trocando palavras e juras de amor com outra mulher.
Ele dispunha de todo o tempo do mundo para curtir seu primeiro filho, para dividir com sua esposa os primeiros momentos de sua vida nesse mundo tão hostil, tão confuso, tão pleno de escolhas enganosas e ilusórias.

Mas não...Ele estava mesmo disposto a manter consigo aquela mulher de pixels que, na verdade, nem existia, mas que o tratava como o amor da sua vida, a despeito dela saber sobre a situação do rapaz e sobre a total impossibilidade de tornar aquilo mais do que era.
Ela colocava-se em uma desconfortável situação de amante...Amante de palavras, de jogos e de presenças inócuas.

O destino

Sua vida tornara-se uma tela de silício, e de lá não sentia-se forte o suficiente para fugir.
Um estado de catatonismo, de comodismo, de conforto irreal, de inércia ou simplesmente medo de encarar a vida fora das quatro paredes do seu quarto.
Sua amada e decantada filosofia de vida não concordava com seus atos, porém a teia na qual estava emaranhada a cegava de tal forma que nem a presença de um homem ao seu lado estendendo-lhe a mão para iluminar a sua vida fazia-lhe tomar alguma atitude no sentido de viver plenamente algo que lhe fora presenteado pelo universo.

Os sinais de que a vida havia decidido tirá-la daquela situação eram muito claros e ela os enxergava facilmente, porém o medo venceu a chance de ser plena, o comodismo venceu as atitudes e o surreal venceu o real.

O Sol

Ela fechou as suas janelas, as suas cortinas e voltou a mergulhar seus olhos, seu coração e as suas esperanças em uma caixa de vidro forrada de plástico.

Assim seu destino tornou-se a própria definição do indefinido e as suas verdades mais enraizadas apenas belos discursos que se faz na companhia de gente real.
Dessas que se pode simplesmente desligar da tomada como vídeo-games, e negar (para si própria) que um dia tornou a sua vida mais colorida, palpável e degustável sob todos os aspectos que fazem uma mulher sentir-se realmente amada, desejada e amiga da sua própria consciência e das suas mais importantes e fundamentais escolhas...


"A escolha é a alma gêmea do destino." (Sarah Ban Breathnach)

7 comentários:

Marcelo disse...

Caríssimo Plínio

Eu decidi não publicar os seus mais recentes comentários por respeito aos meus leitores e amigos.
Porém explico-lhe (em reconhecimento a sua imensa admiração por mim) que nesse texto eu não falo de mim ou da minha vida, trata-se de uma cena que pertence a outro plano bem longe da sua pouca compreensão, aliás.

Você pede para que eu o deixe em paz, a verdade é que eu nunca fui ao seu blog, não o conheço e nunca troquei nenhuma linha contigo além dessas que são as primeiras e serão as últimas, as quais sem dúvida serão objeto das suas masturbações matutinas.

Entendo que você está claramente em profunda crise com sua opção sexual e procura “exorcizar” seu claro desejo por mim de forma confusa e agressiva. Isso é bem normal, creia, portanto não se abale.

Infelizmente para você eu não sou homossexual, portanto te aconselho, respeitosamente, a você procurar focar sua paixão e desejos em outra pessoa.

Você fala em “me desmascarar”, não perca seu enorme tempo com isso pois eu sou uma pessoa muito transparente, portanto não uso nenhum ripo de máscara.
Lamento por você acreditar que uma mulher para não perder seu homem precisa ser “boa de cama”, esse é um pensamento infantil e tacanho, mas nada que me surpreenda vindo de você se considerarmos o seu pouquíssimo grau de inteligência e sensibilidade.

A respeito da sua constatação sobre eu ser louco, sim eu sou louco, mas a minha loucura transcende facilmente a sua mais profunda compreensão.

Espero, sinceramente, que você encontre o homem que procura para realizá-lo sexualmente e emocionalmente e a respeito do seu convite para um café em São Paulo, a minha resposta é não.

Abraços e boa sorte.

Ju disse...

genial seu texto!
beijos
:)

Roberto Ney disse...

ter um blog é isso aí... expor seus sentimentos e estar exposto a todo tipo de situação. Mas, como já disse, gosto muito da forma como vc escreve...
grande abraço e muita inspiração...

* Bela* disse...

A melhor escolha que se deve ser feita é seguir o coração e agir com a razão, pois independente do coração errar, a razão deve sempre predominar e nos comandar a limitar o que não se pode viver, e o que nos atrapalha a crecer.


Viva, mas cuidado com cada decisão tomada.

Bjinhus =)

Edna Federico disse...

Boa Marcelo!
Caramba, viu...tem gente que parece que não sei, rs.
Saudades de vir aqui.
Beijo

Ivich disse...

Fuga! Será que é tão difícil assim enxergar a relaidade que acabamos nos refugiando cada vez mais em telas lcd?

Continue escrevendo sempre assim!!

Beijos

Monique Frebell disse...

O nosso presente é fruto das escolhas que fizemos no passado. E isso ninguém pode fazer por nós.

[...]

sobre o seu coments daí de cima... que loucura é essa hein?!

Rsrs*

Besitos!