segunda-feira, 28 de julho de 2008

Do nada

Sua habitual serenidade é bruscamente substituída por um choque sísmico que chega às raias de um cataclisma nuclear.

Todas as suas bases e estruturas são seriamente abaladas dessa vez.
Seus conceitos mais fundamentais (e mesmo os fundamentalistas) perdem-se em uma espessa nuvem de poeira acinzentada.
Tudo o que parecia-lhe real, torna-se pó de uma hora pra outra.

Seu mundo é roubado, seu chão lhe é privado, e as suas certezas desmentidas uma a uma...
A incredulidade salta aos seus olhos, rouba seus suspiros e cala a sua voz.

O desastre à sua volta é tamanho que só lhe resta buscar abrigo em algum bueiro de concreto sólido e pedir aos céus para que, dessa vez, ele sobreviva sem ferimentos tão profundos...

13 comentários:

kami disse...

Olá Má!

Sabe que muitas vezes me sinti assim, desejei não acordar, que não existisse mais mundo... mais nunca deu certo, então agora prefiro, quando me sinto assim tomar o caminho mais facil, mesmo que ele não seja o mais correto!

Bjussss

Pelos caminhos da vida. disse...

Texto esse de uma realidade em que vivo...

Obrigada pela visita...

beijooo.

Glaucia disse...

Você vai sobreviver,tenho fé que sim. Um homem com uma visão tão ampla do mundo não pode desistir de ser feliz...
E se algum dia rondar alguma possibilidade de que vc desista, lembre de uma das suas músicas preferidas, o título dela vai dizer o que vc sempre fez e o que deve fazer novamente...
Se precisar se recolher, faça isso.
Mas o recolhimento não será eterno e a felicidade capichosa e insistente irá procurar de novo seu coração.
Um grande beijo pra vc, moço que não desabafa...
Gláucia

Dois Rios disse...

Oi Marcelo,

Há dias em que a dor é tão pungente que a impressão que dá é de que se materializa e nos faz crer que podemos tocá-la.

Gostei da sua visita e do seu blog.

Estaremos em contato porque voltarei sempre.

Beijos,

NAELA disse...

Marcelo lindo texto! Expressa de uma forma sentida a profundeza dos sentimentos que contaminam a alma...
Creio que existem momentos de despedida e o melhor é deixar partir...
Um beijo doce

Anja Rakas disse...

Estava a deriva e vi-me nesta margem.

Gosto das palavras, do som que elas produzem, gosto como as juntastes e criaste isso..Amenidades entre letras e sílabas.

beijo...tímido

LindaRê disse...

u mundo é roubado, seu chão lhe é privado, e as suas certezas desmentidas uma a uma..."
Já me senti assim. E me escondi. Sobrevivi. Agora estou de volta.

Bjs

Dani disse...

Quando me sinto assim, tentio olhar pro lado. Normalmente, vejo pessoas que estão passando por situações bem piores!

É dificil, eu sei. Mas, ajuda. Nossos problemas fica nanicos, perto do dos outros.

Bjo

Boa Noite Cinderela disse...

Quem nunca passou por isso, não!
Tenho certeza que as pessoas que visitarem seu blog vão se identificar com esse texto.
A estória só repassa, ontem eu passei hoje está contigo...

Obrigada pela visita,apareça.
Beijo.

Anne disse...

Nossa, desesperadora essa visão... é complicado viver esses momentos, mas espero q haja vida após o desastre (sempre há, não é?)

Torcendo aqui tb para que se sobreviva sem os ferimentos tão profundos...

Bjos, Marcelo!!!

Princesa Paty disse...

"buscar abrigo em algum bueiro de concreto sólido e pedir aos céus para que, dessa vez, ele sobreviva sem ferimentos tão profundos... "
nossa... isso foi forte!

Mas não se preocupa, se vc esta sofrendo pr algum motivo, vai passar! De tempo ao tempo, ou tente corrigir velhos erros.

:/

HenriqueM disse...

Boeiros, mesmo os de concreto, não resolvem nada. Culpa das bombas, claro.

€aµ disse...

Gente nova... mesma gente...
A gente vai e volta..
Li o "do nada" e pensei exatamente assim:
PQP... e não é assim que me sinto de vez em quando?
Passamos longos dias sem dividir com ninguém o q escrevmos. Até uma hora, DO NADA, termos saudade da velha rotina de se expor e de escancarar tudo aquilo que nossa velha-alma-nova nos faz escrever...
Talvez seja assim o tal abrigo que nos protege. Quanto mais falamos, menos explicamos...
"É Nois"... rs

Beijo, menino dos olhos tristes.